Category: [Eu] (Page 1 of 126)

Copa fora do Brasil: Celebrando o futebol

Fale o que quiser, mas eu sou sim um entusiasta da Copa do mundo! Para falar a verdade, me entristece o discurso que tenta politizar o futebol de maneira reducionista, sem uma profunda reflexão sobre o potencial transformador que existe intrinsecamente nessa “plataforma”.

Para mim, futebol e política não se misturam. Jogadores, dirigentes até podem usar de suas posições no esporte para emitir declarações políticas, para serem embaixadores de uma causa – e respeito quem decide por essa postura. Contudo, o esporte tem um papel social que transcende tudo isso.

Desde pequeno, o futebol tem me proporcionado experiências e aprendizados que carrego sempre comigo. Muitas vezes ainda me vejo lendo os fatos e as dinâmicas da vida como se estivesse dentro da quadra de futsal ou dos gramados onde joguei. E não estou me limitando ao entendimento do espírito de equipe. O futebol também me ajudou a entender a importância de ser – quando necessário – o protagonista, de respeitar o adversário, acolher e aprender com a derrota, partilhar o sucesso e o fracasso, e tantas outras coisas. Como aconteceu comigo, no simples jogar, muitos jovens aprendem a partilhar, colaborar, respeitar, vencer e perder.

Não tenho dúvidas de que o futebol precisa permanecer primordialmente uma plataforma de educação, além de um instrumento de coesão social, de encontro. Hoje, quando penso no esporte, tenho em mente a seleção islandesa. É impressionante a energia positiva que ela tem gerado nos últimos dois anos. Sem tradição, o time foi buscar na identidade do seu povo o motor e a sinergia necessária para vencer as partidas. Dessa forma, time e torcida passaram a ser uma coisa só, ensinando e encantando o planeta, além de conquistar resultados históricos e, acima de tudo, nos ajudar a conhecer um pouco mais da cultura viking islandesa.

Que o futebol seja plataforma de aprendizado e de encontro! É isso o que eu desejo para essa Copa do Mundo. Em um planeta cada vez mais repleto de muros e barreiras, o futebol pode ser uma verdadeira ponte entre povos.

Lugar de fala, dever de escuta

Crédito: CDMJ

Se apoderar do lugar de fala do outro não é só injusto, mas mentiroso”

Não me lembro bem ao certo onde ouvi essa poderosa citação, mas sei que ela mexeu muito comigo. Tenho visto nos últimos anos, tanto no micro quanto no macrocosmo em que vivo, um movimento de pessoas ditas “de bem” que têm sistematicamente se apoderado do”lugar de fala”de outras pessoas.

Grupos de incidência majoritariamente brancos, de perfil sócio- econômico privilegiado têm populado as arenas globais e outros espaços de expressão política com a intenção de “defender” os direitos dos excluídos. O que pode parecer um ato benévolo, na verdade reforça a desigualdade. A ocupação do lugar de fala alheio acaba calando ainda mais a voz dos oprimidos e delega aos cidadãos privilegiados o direito de expressão que gera somente pseudo-soluções.

Uma solução que eu considero legítima para enfrentar essa questão é a promoção da educação como ferramenta de empoderamento, juntamente como ampliação dos espaços de expressão para os “sem voz”.

Em vez de usar a nossa energia para levantar bandeiras que não são genuinamente nossas, deveríamos lutar para assegurar a inclusão dos que não são ouvidos. Sem a presença deles nos espaços de debate, de reflexão, em todas as esferas da sociedade, continuaremos a viver em uma pseudo democracia, iludindo-nos ao acreditar que as nossas boas intenções são suficientes na luta contra a desigualdade.

Amor que basta

Amar-te, as vezes basta
a dor afasta
coração pleno.

Abraçar-te, é sempre festa
linda seresta
ardor ameno.

Haja diplomacia com o tempo!
para que me preserve os momentos,
pois não quero perder nada.

Amar-te, as vezes basta
entusiasma
amor sereno.

Page 1 of 126

Powered by WordPress & Theme by Anders Norén