Month: May 2022

Mudas

Mudas

Um relacionamento é como uma semente. Ele carrega em si o potencial de vida, mas que, para crescer e dar frutos, precisa ser cultivado em solo fértil.

O Semeador sabe bem onde cada planta precisa se desenvolver, mas Ele, propositalmente, não controla nem o estado do solo e nem a saúde da planta.

Quando o solo é fértil, sadio, a semente germina e aos poucos vai crescendo. Quando faltam nutrientes a semente pode até germinar, mas com o tempo ela carece dos elementos essenciais e, fatalmente, morre.

O curioso é que mesmo quando o solo é fértil o suficiente para que a semente germine são quase sempre os fatores externos que impactam no desenvolvimento da planta. É preciso água e sol na medida certa, ar circulando, para que ambos solo e planta continuem fortes o bastante para que almejados frutos apareçam.

Esse é um processo longo. Difícil. Motivo de alegria? Sim. Fonte de sofrimento? Também. Mas como saber se a semente plantada e o solo são compatíveis antes do plantio? A resposta está na paz/serenidade do processo.

Todo plantio exige perseverança e paciência. As vezes não dá certo por conta do solo, da semente ou pelos fatores externos. Mas o que fazer para facilitar o processo?

Mudas! Elas são uma forma de cultivo que nos revelam o estado do desenvolvimento da planta, antes do transplante para o solo. Enquanto a gente cuida do nosso solo, acolhemos a semente e, pouco a pouco, vamos nos cultivando reciprocamente para entender se o plantio tem potencial para dar frutos ou não.

vida

No advento da chegada da viDa

Em um pouco mais de um mês a nossa família deverá vivenciar mais uma grande mudança desde que eu e a Flavia decidimos caminhar juntos: a chegada do nosso filho, Davi.

Você que está lendo esse post talvez não saiba, mas tenho uma forte inclinação para o demasiado controle das coisas. Tenho sérias dificuldades de manter a serenidade quando as coisas fogem da minha alçada e ter filhos é um maravilhoso convite para entender que a vida pode ser ainda mais extraordinária quando deixamos ela fluir, sem precisar antecipar tudo. (Escrever, por exemplo, também é uma forma de dar forma aos sentimentos para melhor dominá-los!) 

Nesse período pré-nascimento, ansiedade e o medo não faltam, justamente pela impossibilidade de controlar o que irá acontecer nas próximas semanas e meses.

Se você que me lê já vivenciou a chegada de uma vida, talvez consiga entender. No meu caso, indo para o terceiro parto, sinto que o medo aumenta ainda mais pois a sensação é que tenho muito mais a perder.

Mas do que eu tenho medo? De alguma coisa dar errado no parto, de perder a Flavia, o Davi, de não estar presente para dar meu apoio, de não estar preparado.

Preparado. Ê palavrinha que denuncia o meu ser controlador.

A chegada da vida, do Davi, todo esse período de preparação dos corações e dos braços tem sido um revisitar aquilo que é mais importante para mim: a família. É também lembrar o quão fundamental é acreditar que a falta de controle nem sempre é algo negativo. Às vezes ela é o espaço necessário para que Deus nos faça experimentar o Amor de maneira inesperada, mais profunda e completa, como foram os outros partos.

Então vamoquevamo!

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