paradigmas

Estou reformulando conceitos básicos em que estão consolidados meus paradigmas.

Desde muito pequeno foram me dadas concepções de amor, amizade, família, casamento, pais, Deus e a estabilidade de tudo isso só começou a ser afetada no advento da minha juventude, ou para meus pais: na “aborrecência”.

Só ali percebi que a nossa humanidade ultrapassa nomenclaturas, muitas vezes inertes se não são relacionadas às pessoas, seres humanos que, independente da idade, estão percorrendo um caminho tão árduo como o nosso, vivendo crises, superando traumas, procurando ser finalmente FELIZ.

Questionar-me sobre isso me faz quase sempre perder as minhas famosas RESPOSTAS PRONTAS, derrubar estamentos baseados em uma tradição que às vezes gira em si mesma. Viver o outro, com o outro, não é matemático, mesmo parecendo muitas vezes lógico.

Dentro desse universo de dúvidas e questionamentos consigo tirar poucas conclusões que não sejam orientações simples de qual caminho devo seguir.

Entendi o quanto é importante respeitar os nossos limites.. humanos, físicos, psíquicos. Os nossos passos devem ser meticulosamente medidos em momentos difíceis, para não nos violentarmos.

Depois o viver juntos… Isso é a premissa das premissas. Não dá para estar com alguém que se esconde, que não se doa por completo. Conquistar esse mútuo “acolher e CO-VIVER” precisa ser o foco (sem pressa) na construção de relacionamentos. Não dá para viver se enganando.

Reformular paradigmas tem me ajudado a perceber a dinâmica da vida, a importância de não dar por descontado nada, de amar hoje, acompanhando as mudanças e exigências atualizadas de quem está ao meu lado.

“Eu não disse que seria fácil, mas que valeria a pena” (Chiara Lubich)