Minimalista: uma vida que vale mais, com menos coisas | Mariana Assis
Quantas pessoas você conhece que não estão felizes em seus empregos? Que compram coisas que nem chegam a usar, tentando preencher um vazio que sentem em suas vidas?
Imagine se essas pessoas pudessem ter apenas uma mochila com as coisas essenciais para sua sobrevivência, e vivessem viajando, estando, em cada trimestre, em um lugar diferente? Ou então, se pudessem deixar seus empregos para fazerem o que realmente gostam?
A descoberta de uma vida minimalista
Fazer escolhas de vida, como as descritas acima, pode parecer loucura, mas não é. Existem pessoas que têm buscado viver, tentando descobrir o que as realiza realmente. Os resultados são muito interessantes.
No processo de reflexão sobre como seria uma vida ideal, essas pessoas acabam concluindo que os bens materiais não são tão essenciais como pensavam; que o ser é mais importante que o ter e, assim, começam a se desfazer daquilo que é supérfluo. Além disso, elas também entendem que a cultura de promoção da carreira profissional e do salário de dois dígitos não é a única possibilidade de ter uma vida confortável ou ser uma pessoa bem sucedida.
Estas pessoas se denominam minimalistas e buscam se libertar do consumismo exacerbado, da sobrecarga de trabalho, da culpa de não ter tempo suficiente para família, etc.
Conciliando a vida minimalista com a vida online
Muitas daqueles que relatam suas experiências sobre as tentativas de adotarem o estilo de vida minimalista dizem que, uma das primeiras mudanças, é a escolha de não ter mais televisão e internet em suas casas.

Em alguns dos meus posts aqui no Além do Bit eu propus reflexões sobre como viver um equilíbrio entre a vida online e off-line. Acredito que a internet não é maléfica para deixar de ser utilizada. O minimalista Joshua, por exemplo, conquistou mais de 100.000 leitores que recebem frequentemente as atualizações do seu blog sobre seus experimentos. Também uma das suas fontes de renda são os cursos on-line de como escrever melhor, que ele ministra durante o ano.
A internet não é um mal, assim como os doces também não são. Mas, quando você tem uma dieta baseada somente em doces, você fica doente e engorda em pouquíssimo tempo.
É possível se desconectar assim?
Não acho que todos nós precisamos nos desfazer da internet ou da televisão. Mais do que isso, é importante repensar como estamos utilizando nosso tempo online.
Fiz a experiência de, por uma semana, controlar quanto tempo gastava lendo e-mails, acessando o facebook e assistindo vídeos no youtube. Fiquei um pouco assustada quando percebi que estava gastando quase um terço do dia com essas coisas.

Buscando estar mais em contato com os outros, fui trabalhar em um café que oferecia internet, ao invés de ficar trabalhando isolada em casa. Lá conheci o Cid, um empreendedor que trabalha na área de tecnologia há 30 anos. Tivemos uma conversa muito prazerosa e inspiradora, tão boa que até perdi a hora para um compromisso.
A felicidade dos encontros
Como o Valter Hugo Muniz já comentou em um dos seus textos, somos seres comunitários e nos tornamos assim para aumentar nossas chances de sobrevivência.
Na pré-história, as ameaças eram os animais selvagens, a escassez de comida, outras tribos violentas querendo conquistar territórios. Hoje, as ameaças são talvez menos perigosas, mas a vida em comunhão ainda nos atrai e nos realiza como nenhuma outra experiência.
Somos comunitários porque é na relação com o outro que nos realizamos e vivemos os melhores momentos das nossas vidas. A tecnologia deveria ser sempre coadjuvante e não protagonista nas nossas vidas, sendo utilizada para fazer crescer os relacionamentos e as conexões interpessoais e não para extingui-los.
Não se esqueçam de aproveitar seus momentos off-line!
Até a próxima sexta .
eLe
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