Viajo porque necessito, volto porque quero viajar de novo | Rodrigo Delfim
No texto anterior, falei sobre a importância de conhecermos nossa própria cidade, procurando ir além dos “pontos oficiais”, para descobrir o mundo que começa virando a esquina da rua onde moramos. Trata-se de uma experiência riquíssima que não pode ser desperdiçada.
Agora, gostaria de dissertar sobre outra forma de vivenciarmos a beleza de sair da zona de conforto doméstica e local, para conhecermos o novo: viajar. Aproveitando a ocasião: o que é viajar para você? Momento de descontração? Hora de fazer compras? Oportunidade de ficar cara a cara com si próprio? Tempo de trocar experiências, ensinando e, sobretudo, aprendendo? Penso que viajar pode ter tudo isso junto e misturado, e é isso o que mais me atrai nesse tipo de experiência. E em vez de simplesmente parafrasear o nome do filme brasileiro “Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo”, explicarei o porquê do título deste texto.

Uma situação engraçada, o ato de conhecer alguém especial, um momento de “deserto” (no qual ficamos sozinhos e temos como pensar melhor neste ou naquele assunto, projeto, pendência, proposta): tudo isso é possível em uma viagem. E por conta dessa imensa gama de possibilidades existentes, vejo a viagem como algo necessário, com potencial para nos renovar e nos tornar pessoas cada vez melhores à medida que ficamos abertos ao que podemos aprender e viver nesses momentos fora de nosso ambiente habitual. Sempre que posso, viajo. E sempre que puder, viajarei.

Para finalizar, deixo bem claro que nada tenho contra aqueles que enxergam uma viagem apenas como uma hora para fazer compras e/ou ficar longe do trabalho, sem dar maior importância para outros fatores. Mas penso que certamente estes acabam não aproveitando uma série de outros benefícios e oportunidades que o ato de viajar pode propiciar.

