Month: February 2010

O homem triste

homem triste

Havia um homem triste que procurava incessante uma resposta

Já não agüentava mais sua vida torta

Queria descobrir a tal da Felicidade

Já passara dos 50, já não tinha tempo, nem idade.

O homem triste queria deixar seu contentamento

Afinal de contas estava cansado de falsos pensamentos

E de uma pseudo-alegria

Felicidade era tudo o que o homem triste queria

Mas o tal homem esquecera a fonte que alimentava seu sorriso

Vivia buscando respostas em livros, no pensamento conciso

Se trancara no quarto durante anos procurando um porquê

Sem viver a vida, sem fazer por merecer.

Assim o tempo passou e ele viu que cometera um grande erro

Percebeu que o enigma não está em si mesmo

Mas que deveria sair de casa e olhar o que está a sua volta

E ali encontrou para a sua felicidade a única resposta:

O OUTRO!

O reencontro

reencontro

17H! Chego no aeroporto com três horas de antecedência para o tão aguardado reencontro, fugindo da chuva e do medo de não estar lá esperando quando ela chegar.

5 anos. Pouco, claro, se olho para trás e vejo os outros 20 de caminhada até chegar no meu estágio atual, naquele que chamo “ápice” da juventude. Mas não são simplesmente anos que se pssaram. Foi certamente um período de descoberta profunda, mais que isso, de questionamentos, de buscas, de incansável caça a uma resposta que finalmente iria encontrar materializada em um sorriso.

Dá para ser plenamente feliz ao lado de alguém? Bem, a resposta que obtive depois daquele encontro é o que me impulsionou a escrever e reviver aquele momento.

19H! Despedi-me de César, um grande amigo que partiu para Alemanha em uma etapa avançada das mesmas respostas que eu, logo logo, vou buscar no Velho Continente.

Novamente sozinho! Eu e eu mesmo! Tentando lidar com a ansiedade, com as perguntas que me fiz, com cada coisa que refleti nos últimos meses, pensando naquilo que experimentei nos meus relacionamentos anteriores e na “incompletez” que me deixara tão triste.

Contudo, Algo me impulsionou a ver que grande parte das respostas para a tal Felicidade, não a “felicidade de filme”, com finais românticos, beirando a patética perfeição, mas a Felicidade – Sacrifício, era algo tão grande que não dava pra fugir.

Foi esse “insight” que me fez rever o “Eu” que havia esquecido, ingenuamente acreditando que seria possível ser feliz renegando a mim mesmo!

20H! O avião não chegou. “Será que era mesmo pra gente se encontrar? O avião caiu?” Não tinha certeza, não sabia de nada. Tentava ler, escrever, dormir, comer e em todas as tentativas fracassei!

20:30H! O Avião chegou! “Ufa! Então era mesmo importante nos rencontrarmos.” Porém, não imaginava que até que o tão esperado encontro acontecesse teria de aguardar mais uma hora!

21:30H! Foram 5 anos em que procuramos a Felicidade em muitas coisas. Anos de tentativas, de erros, de acertos, de vida! Vivida em muitos momentos juntos, mesmo à distância.

Será que alguém poderia conceber o que significava para nós aquele reencontro?

Nunca pudemos, nesses anos, viver o nosso relacionamento nessa dimensão. O que existia era somente uma amizade profunda.

Depois de todas aquelas horas em pé, esperando-a, o que fazer? Beijo ou não? Abraço! Com certeza!

Foi só ver aquele sorriso, aqueles olhos, aquela garota que havia se transformado em uma bela mulher, que tive a dimensão do quanto meu amor por ela tinha sobrevivido ao tempo, a TUDO!

“Era como se uma parte de mim, que havia ignorado durante muito tempo, voltasse por meio dela”.

Faz mais de duas semanas que esse reencontro aconteceu e com ele a consciência de que a Máxima Felicidade exige o Máximo Sacrifício.

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