Month: August 2007 Page 4 of 8

Sou um paradoxo…

É engraçado perceber como, cada vez mais, tenho me dado conta que exijo dos outros o que quero pra mim e critico àquilo que são os meus maiores defeitos.

Não sei se é a psicologia que explica tudo isso, mas me vejo sempre espelhado nas pessoas e, quase sempre, em uma conversa mais profunda, com alguém que realmente tem a coragem de dizer meus defeitos, buscando me fazer crescer como pessoa, descubro que, antes de tudo, devo aprender a me aceitar, limitado.

Tenho vivido todos os últimos anos dessa minha breve vida, exigindo coisas das pessoas que estão à minha volta, sem me dar conta de que todas essas brechas são justamente os meus limites espelhados.

Desde então tenho entendido que as diferentes concepções de mundo, os diferentes modos de conceber sentimentos, são complementares e não “excluíveis”. Assim, percebo que todas as minhas tentativas de convencimento, de direta ou indireta vontade de “convencer” os outros das minhas verdades, são motivos de frustrações contínuas, constantes.

Espero que as pessoas acolham esse meu ser paradoxo e entendam que uma das minhas maiores dificuldades é justamente entender que o meu “ óculos” foi diferente dos demais.

 

Poesia senza poeta

Poesia senza poeta

Mi sveglio!!
Non so cosa scrivere,
solo sento…
… che lo devo fare.
Per parlare di che?
Sapere? Soffrire? Potere?
No!!
Te.
Ma non sono un poeta che vale…
Scusami , oh maestro,
così la poesia resterà incompleta.
Ma per parlare di amore non bisogna essere poeta,
sol basta avere un cuore.
Poi se tu ami, TUTTO ha una ragione.
Anche una poesia senza poeta.

Cuore in poesia

Cuore

Se per far poesia

Io ho bisogno un cuore

Non sarò mai poeta.

Perché il mio cuore non è più mio.

Già ne ho donato a Dio.

Non ho un´unica casa..

Amici…

Paese…

La mia casa è il mondo

Il mio paese

ed i miei amici

Sono sparsi in esso

Ora mi accorgo che non ho perso il cuore.

Lo ho dilatato.

Profunda pressão

pressão

As pressões das contrações de parto compartilhadas com a minha mãe preanunciavam um mundo que não esperaria meus passos gradativos, mas exigiria respostas instantâneas.

Passei a infância pressionado à aprender o ABC com cartilhas metódicas, além de ser obrigado à assimilar regras de convivência sem explicações profundas aos meus porquês.

A minha adolescência foi um bombardeamento dos mais variados tipos pressão: excelência nos estudos, paciência nos afetos, boa educação, gentileza, aos amigos atenção, que cheguei à juventude precisando de terapia.

Agora, o mundo me pressiona cada vez mais e essa pressão profunda me impulsiona a, antes de mais nada, perder os meus valores sobreviventes à enxurrada de imposições sem sentido.

A profunda pressão me obriga a permanecer sozinho, no meu mundo, no meu individualismo, para que o Mal possa me controlar com certo comodismo.

Assim, perco não só os meus ideais, mas a minha vontade de viver, cada coisa perde o sentido que deveria ter sido descoberto naturalmente, mas a profunda pressão (mal do Novo Milênio) impôs a minha vida ao tempo dela, quase sempre sem nenhum tipo de espera.

O único modo de não continuar mergulhando nessa profunda pressão é não recusar o abraço do meu irmão, não permitir-me estar só em momentos em que é mesmo só isso que desejo.

A Cidade dos Óculos Mágicos | Primeira parte

Óculos Mágicos

Diziam os avós de cem anos atrás, que na última cidade no sul do continente americano, depois da conhecida Terra do Fogo, existia um grande portal que levava à Cidade dos Óculos Mágicos, um lugar conhecido justamente pelos acessórios oculares irreverentes dos seus habitantes.

O que se sabia dessa lenda é que ali, desde pequeno, de acordo com o tamanho dos pés, cada bebê recebia um determinado óculos com lentes especiais, que determinariam as dimensões do seu mundo. Esses tais óculos eram trocados acompanhando o crescimento da criança, para adaptarem-se também ao tamanho da cabeça de seu usuário.

Um dia, não se sabe como e nem mesmo o porquê, todos os óculos mágicos da cidade desapareceram. As pessoas acordaram e quando procuraram o acessório, não o encontraram mais.

A princípio a harmonia vigente na cidade não foi afetada. Os habitantes da Cidade dos Óculos Mágicos continuaram com seus hábitos, mas a confusão começou no momento em que elas começaram a se relacionar, pois os óculos não só personificavam as mais distintas visões do mundo, mas também tinha um equalizador de visões, que permitia uma convivência saudável entre as pessoas.

Sem os óculos aumentaram-se exponencialmente os conflitos… Cada um aprendera a ver o mundo do modo no qual seus óculos o apresentava. Sem eles não era possível vislumbrar a realidade de maneira clara, única.

A harmonia da Cidade dos Óculos Mágicos estava afetada, todos esperavam um salvador, uma solução, para que o convívio entre as pessoas pudesse voltar à harmonia de então. Um grande mistério se instaurava.

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