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O que fica de mim, é você

Admito que nunca tive dificuldade de exprimir meus sentimentos em palavras. Claro que é preciso considerar os anos de treinamento diário e o fato de que, quando mais jovem, eram mais amenas as distrações e os instrumentos tecnológicos que encapsulam o manifestar dos sentimentos genuínos.

Escrever sempre foi transformar. Informar. Dar forma. Trazer parte de algo ou alguém, de dentro, e revelá-los para quem (me) lê. Mas somente a parte que o momento ilumina e ajuda a enxergar, não “o todo”, pois não é possível.

Comunicando, revivo as relações que construí.

O relacionamento construído comigo mesmo. O quanto (e o quando) me aceito limitado, preguiçoso ou incapaz de crescer. O reconhecer as conquistas sofridas e o me dar conta da minha unicidade.

Mas sobretudo o que construí com os meus iguais. O suportar dos limites alheios, da ignorância e da indiferença. O prazer de partilhar a vida com alguém, de gozar o “amar e ser amado”.

Nenhuma conclusão nova. Para que cultivar esse tipo de pretensão?

Este é só um lembrete em pixels de que o que fica em mim, é você.

Relacionamentos

Nunca me perguntei se as coisas que vivo envolvem um universo real e verdadeiro, ou se sou mais um ator imerso no desenrolar ficcional da vida.

Algumas situações me impulsionam a acreditar (como em Credo) e me dão à plena certeza de que, quando se trata da minha vida em contínua simbiose com Deus, nunca sou enganado. Porém, quando estão envolvidas pessoas, às vezes depositamos expectativas, sonhos e por isso, é praticamente inevitável frustrar-nos.

Desde sempre tenho procurado seguir racionalmente os meus sentimentos. Sem me perguntar muito se está tudo claro, mas procurando viver cada experiência, cada compromisso assumido, até o fim, tentando fazer bem minha parte.

A coisa que mais tenho no coração é a preocupação de construir a minha vida junto com àqueles que estão ao meu lado. De permitir que cada um possa participar da minha felicidade, da minha história.

É principalmente por isso que resolvi “publicar” meus pensamentos, idéias e devaneios nesse BLOG. Para que as pessoas possam me conhecer, saber o que eu penso e também se questionarem sobre o que elas pensam.

A importância de comunicar (colocar em comunhão) tem sido cada vez uma redescoberta fantástica para mim. Tudo que entendi e cresci nesses 23 anos de respirar e expirar foi graças às conversas, discussões, nem sempre concordando (ou quase sempre discordando), mas que foram sem dúvidas momentos edificadores.

Acredito que sem a comunhão os relacionamentos perdem o sentido. É a contínua troca de experiências, o viver juntos, CON-VIVER, que nos faz descobrir a riqueza das pessoas e das experiências.

Tenho me frustrado toda vez que espero das pessoas. Elas sempre nos decepcionam. Porém, cada vez mais entendo que o amor verdadeiro é gratuito. Não que seja isento de sofrimentos, mas que procura amar por primeiro, pois todos realmente querem ser amados, mas se ninguém começar a amar…

Siga seu coração: fórmula secreta para encontrar a felicidade

Siga seu coração

Nunca na minha vida dei respaldo para clichês sentimentalistas ou ditados exageradamente simplistas a respeitos dos sentimentos, tipo “Siga seu coração”. Porém, tenho que admitir, essa simplicidade toca levemente os relacionamentos que construímos.

Esse coração que intitula a reflexão que proponho e que para os católicos, como eu, se chama Espírito Santo, é sempre um guia na constante busca pela felicidade. Mas será que esse impulso interior é realmente algo verdadeiro??

A primeira (e única) vez que me apaixonei de verdade, sentia essa “voz” dentro de mim com certa constância.

Mesmo não havendo a oportunidade de estar com a garota que amava não conseguia trair aquilo que meu coração exigia… tinha que ser coerente com os meus sentimentos. Se não fosse para estar com ela, era melhor estar sozinho e assim passei alguns anos (sofridos) até que hoje estamos finalmente juntos.

Dessa experiência entendi que mais do que toda essa felicidade recompensadora, o esperar e, sobretudo, ser coerente com aquilo que sentia, trabalhou em cada um de nós as dúvidas para que fosse possível estarmos hoje juntos.

Mas, enfim, só queria mesmo ilustrar alguns dos meus devaneios a respeito da felicidade.

Percebo que somos felizes quando nos damos conta da nossa capacidade de gerar essa ansiada felicidade.

O Outro é sempre a unidade de medida.

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