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Pai vencedor

Eu sempre quis ter um pai vencedor!

Alguém forte, corajoso, inteligente, cheio de talentos e de sucessos.

Mas foi preciso crescer para entender que o vitorioso da vida não pode ser definido com uma única batalha, analisando um único momento.

Perceber tudo isso me fez descobrir o tesouro único que é o meu pai; com capacidades que não podem ser contabilizadas, talentos que não estão em evidência em uma sociedade como a que me encontro.

Por isso, escrever sobre o meu pai exige primeiro as desculpas pelas besteiras que um jovem diz, pela incapacidade de entender a escolha de valores, e a virtude exercitada cotidianamente com o grande talento de amar.

Tenho, sem dúvidas, um pai vencedor, pois nunca faltou nada nem a mim, nem as minhas irmãs e mãe. Vencedor porque se manteve fiel ao sacramento do matrimônio, à família… e essas grandes vitórias, eu poucas vezes reconheci, mas nunca é tarde demais, por isso:

«Pai, sinto um orgulho imenso de ser seu filho!

Obrigado pelo seu testemunho de amor que não esconde as fragilidades, mas que é sem dúvidas uma enorme referência para mim de homem, de marido e principalmente de pai.

Com a minha vida, quero buscar fazer com que você sempre se orgulhe de quem é e saiba que o mais simples dos meus sucessos até hoje, eu nunca conseguiria, sem o seu apoio, a sua ajuda (concreta ou silenciosa), a sua confiança.

Te agradeço por tudo e te desejo um FELIZ ANIVERSÁRIO.

Do seu filho e admirador

Homenagem pelos 63 anos do meu pai, Valter Tenório.

Homenagem ao noivado de Carol e Fausto: Pilares do casamento e o sustento comunitário

O passar dos anos evidencia em uma família a sua vocação de estar sempre crescendo e assim “transmitir” ás gerações sucessivas, o grande privilégio de viver e poder encontrar-se pessoalmente com a almejada felicidade.

Só que um elemento imprescindível para o crescimento de uma família é a necessária união entre duas pessoas que, atraídas pelo amor recíproco, desejam encontrar essa felicidade juntas.

Porém, até ter certeza que é esse o caminho, essa é a pessoa, passam-se anos de um “fadigoso” auto-conhecimento e conhecimento do outro. Inúmeros encontros, reencontros e desencontros, processo de criação colaborativa que define o futuro dos dois amantes.

Todas as conquistas desse período são, sobretudo, etapas da preparação para o verdadeiro desafio que é a vida a dois.

Nós, muitas vezes, impulsionados pelo amor-sentimento, esquecemos que viver plenamente o “até que a morte os separe” envolve também outros dois pilares que vão além da simples vontade de ser feliz “pra sempre” acompanhado.

O primeiro desses pilares é o amor que é compromisso social, onde, formando uma célula comunitária nos tornamos partícipes da composição orgânica da sociedade. O filósofo grego Aristóteles afirmava que a família é a comunidade política fundamental, onde se fundam e são vividos os laços sociais de fraternidade que depois são reafirmados entre os vizinhos até chegar a polis, cidade.

Vemos que hoje a humanidade vive uma forte crise de valores que descaracterizou e quase exterminou a “instituição” família. Desta forma, sustentar a convivência familiar é permitir que muitos dos valores positivos sobrevivam também no contexto social.

O segundo pilar que evidencia a importância da união entre duas pessoas tem a sua origem no livro dos Gênesis. “E Deus criou o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. (Gn 27). Esse homem criado a Sua imagem e semelhança, é homem e é mulher, é humanidade.

Através do estudo antropológico dessa história, que se assemelha a outros diferentes contos mitológicos da antiguidade, é possível perceber que, acima de tudo, a união entre homem e mulher é constitutiva da humanidade.

Esse texto, divinamente inspirado e revelado na bíblia, mostra que a união entre um homem e uma mulher é a realização plena, é encarnação do amor divino, que se exprime desde o início e que continua a ecoar na sociedade, sempre que novas uniões “no nome Dele” se repetem, quando um novo sacramento do matrimônio é celebrado.

Então, casar passa a ser também co-criação, manifestação do divino no humano. É possibilidade de levar Deus – amor as pessoas, e ser a verdadeira divina humanidade.

Além desses dois pilares, social e divino, existem um outro, tão imprescindível como os demais, mas que optei por citar por último, pelo seu aspecto claro, evidente, sensível: o amor erótico.

Esse sentimento fundamental nos faz amar exclusivamente uma única pessoa e encontrar nela uma realização que se manifesta de forma única, gerando o desejo de uma fusão completa.

Porém a sua natureza, exclusiva e não universal, se não é vivida juntamente com outros dois pilares constitutivos da vida “à dois”, pode se tornar a mais egoísta forma de amor que existe.

Amor social, amor vocacional, amor exclusivo. São os meus votos para o presente, meus votos para o futuro de vocês dois.

 

Antes de concluir essa reflexão, gostaria de ressaltar a importância da comunidade para a sobrevivência e a fidelidade aos votos que uma nova família faz.

Para mim, o noivado, é a festa comunitária que celebra a vontade de dois jovens que juntos decidiram percorrer os últimos passos que levam ao SIM definitivo.

O que as vezes é difícil de entender é admitir é que nenhum casal é capaz de sustentar esse SIM sozinho. Sem a comunidade um relacionamento não sobrevive por muito tempo, não consegue viver plenamente todas as dimensões “matrimoniais” necessárias.

Por isso, é responsabilidade da comunidade, sobretudo das famílias, apoiar, ajudar, orientar, na Verdade, o que os dois filhos decidiram. Da mesma forma é imprescindível que eles escutem, valorizem e acolham os conselhos das famílias.

Eu, nós, pessoalmente, estarei fisicamente longe mas, com a Flavia, antes de tudo quero agradecer a Deus e aos noivos de poder estar presente nesse momento especial para eles e para as nossas famílias; depois me comprometo a viver, rezar e oferecer cada alegria, cada desafio, dor, por essa preparação ao casamento.

Tenho a profunda convicção de que, se vocês procurarem viver, já agora, respeitando todos os aspectos que procurei descrever, tanto o presente, quanto o futuro de vocês será testemunho e manifestação plena do amor de Deus por vocês.

Tamo junto!

 

Sophia più Karina

Quale dei tuoi molteplici volti

rimarranno impronta sicura nei corridoi sophiani?

Indescrivibile sensibilità

che scorre in paradossali lacrime e sorrisi;

Sguardo profondo.

Insaziabile sete di Dio

Semplicità e concretezza avvolta

nel vero amore all’Abbandonato

Stare con te è privilegio,

magnifico dono

Anche se tante volte ci siamo trovati

e tu ci sorridevi con faccia di sonno

Parti e lasci segnata la tua presenza mariana

Torni a casa e porti in te noi tutti,

e noi che poi rimaniamo

cerchiamo di rimanere fedeli

a questa bella comunitaria sfida

È vero, Sophia si è scoperta

in questi due ultimi anni,

più profonda, più Karina!

 

 

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