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[vidaloka] FINAL. No futuro, o que nos espera é sempre o Melhor

15 dias.

2 enterros.

Inúmeros reencontros.

O retorno pra casa depois de dois anos de [Vidaloka] tem sido uma experiência difícil, em alguns momentos quase “dramática”, pelas circunstâncias e situações que exigiam tranquilidade psicológica, mas é, sobretudo, maravilhoso.

Voltar a morar com meus pais não estava nos meus planos, mas essa passagem importante exigiu um “passo” interior e uma disposição nova para continuar vivendo por outras pessoas queridas, oportunidade única nessa fase da vida.

Enquanto os dias passam, entre a procura de trabalhos, free-las, recomeço nos estudos e uma importante adaptação ao clima, ritmo de vida, humor das pessoas… tem sido bom.

Mas, voltar para casa, mais que tudo isso, tem sido reencontrar meus grandes amigos – junto (certamente) com a família . Pessoas pelos quais eu e a Flavia decidimos voltar, enfrentar os sacrifícios para  estarmos próximos.

São nesses momentos que a gente percebe que a vida pode ser resumida às relações e o mundo, o país, à cultura… às PESSOAS. É por cada pessoa, cada relacionamento, que valem à pena os sacrifícios, sejam eles profissionais, pessoais, espirituais…

Contudo… a dimensão da morte, muito presente nesse retorno à casa, também me possibilitou fazer reflexões profundas, sem respostas racionais, só a esperança de que existe finalmente um sentido para vida.

Durante a produção da minha tese no Instituto Sophia me deparei, ajudado pela antropologia filosófica, com questionamentos a respeito da morte e o “excursus” (caminho) para a sua compreensão. Contudo, a inexistente resposta racional permite as mais diferentes interpretações e também convida ao protagonismo da vida.

Tenho que admitir, que no “advento” do tão sonhado casamento, encontar-me com a morte ajudou a relativizar o SEMPRE do “Felizes para sempre”, redescobrindo que o SEMPRE da felicidade é a soma da felicidade buscada cotidianamente.

Agora à [vidaloka] continua de outra forma, com outras perspectivas… e a certeza de que o que nos espera no futuro, quando pegamos o caminho correto, é sempre o melhor.

[vidaloka] Despedida

Despedida. Difícil explicar a intensidade do sofrimento vivido no segundo enterro em menos de 2 semanas de Brasil.

Nesses dias vejo a morte se aproximando cada vez mais dos «filhos da minha generação»,  mas também o casamento, a paternidade, o sucesso profissional…

Perder, ganhar, riscos, estabilidade, adquirem progressivamente pesos diferentes, as dores se intensificam e, proporcionalmente, também as felicidades.

Eu fui me despedir de uma amiga paraplégica, que viveu 30 anos a mais do que os médicos previam e que mesmo sem poder andar era “Phd” em construir relacionamentos, distribuir sorrisos, risadas e broncas.  Minha amiga Araceli testemunhava com a vida que felicidade não vem da perfeição fisiológica e sim do impulsos do “motor imóvel” aristotélico.

Contudo, despedidas são (e devem ser) sempre tristes. Produzem um vazio material. Mas a felicidade das boas lembranças enxugam as lágrimas, fazem até rir, mesmo se o sofrimento e, com ele, a saudade, permanecem intensos.

[vidaloka] Fui seguir meu coração… deu no que deu.

Em 2009 uma força biarticulada me impulsionou a deixar tudo e me aventurar no Velho Continente.

A admirável potência dessa “força” exalta a essência daquilo que sempre busquei pessoalmente. Ir embora, deixar família, amigos, cultura, só por um motivo: ser quem acho que eu devo ser.

O percurso intelectual, profissional, acadêmico, exigia que eu fosse embora. Pedia que eu descobrisse o paradigma trinitário, para propô-lo ao mundo da comunicação baseado (quase sempre) em uma dialética de princípios comerciais, ausente de ética, do Outro.

Contudo foi o coração que me deu a certeza de que tudo valeria à pena. No outro lado do Atlântico estava àquela que desejei por uma vida. Muitos caminhos, tantas vezes tortuosos, difíceis, me levaram à minha amada Flavia.

De 2004 à 2012 passaram-se oito anos e daquele primeiro encontro até o nosso aguardado 22 de dezembro muita coisa está sendo vivida, sofrida, buscada. E se chegamos aqui, juntos, profundamente felizes, é porque seguimos nossos corações.

Contudo, me perdoem os Leigos, meu coração é movido pelo Motor Imóvel. Força que já Aristóteles intuía e que nos faz arriscar, nos encoraja a perder todo tipo de segurança material, humana, para conquistar grandes coisas.

Meu Deus, trinitário, tridimensional, relacional. Princípio por quem sempre vivi, acreditei e aonde descubro o significado de cada coisa, a resposta para cada passo que devo dar, momento por momento.

Sábado, 11 de agosto, conclui-se uma outra fase da minha vida. Depois de um pouco mais de 2 anos na Europa volto pro Brasil.

Feliz por tudo que conquistei com tanto sacrifício, procurando não olhar para trás lamentando o que deixo, mas desejando o próximo passo, que se aproxima com alegria e serenidade.

Imensa a gratidão pelas pessoas que conheci e grande a felicidade pelo reencontro com aquelas que, há dois anos, me despedi.

Seguindo meu coração encontrei uma Felicidade verdadeira, exigente, profunda. Escutando o meu Deus encontrei a mulher com quem sonho viver novas (e grandes) aventuras, agora na minha pátria, minha casa.

Não tenho dúvidas que valeu a pena.

Segui meu coração… deu no que deu.

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