Author: Valter Hugo Muniz (Page 1 of 382)

O jovem e Deus

Deus é Jovem

Quais são as características que nunca devem faltar em um jovem? “Entusiasmo e alegria. E a partir disso se pode começar a falar de outra característica que não deve faltar: o senso de humor. Para poder respirar, é fundamental o senso de humor, que está ligado à capacidade de se alegrar, de se entusiasmar”.

Essa é uma das passagens conclusivas do livro-entrevista « Deus é Jovem », assinado pelo Papa Francisco. No diálogo com Thomas Leoncini, Francisco dirige-se não apenas aos jovens do mundo inteiro, dentro e fora da Igreja, como também a todos os adultos que por esta ou aquela razão são detentores de um papel educativo e de orientação no seio da família, nas paróquias e nas dioceses, na escola, no mundo do emprego, no associativismo e nas mais diversas instituições.

A esperança deve passar necessariamente pela fé em Deus? “Não necessariamente (…) Basta que exista uma pessoa boa para existir esperança (…) Os muros são colocados por terra com o diálogo e o amor. Se você está falando com alguém, fala de cima do muro. Então você falará mais alto, e aquele que está do outro lado do muro vai ouvir melhor e poderá lhe responder. Se você faz o bem, não tenha medo de gritar”.

Difícil não se encantar com as muitas passagens inspiradoras desse diálogo que revelam um pouco mais desse homem tão admirado. A simplicidade do discurso, as escolhas intelectuais, mas acima de tudo a humanização da Fé, faz de Francisco mensageiro de um cristianismo realmente universal. Sem fugir das perguntas, dos exemplos pessoais e de uma análise realista da sociedade em que vivemos, o Papa acredita que esperança no futuro está no encontro entre jovens e velhos. Na relação entre o entusiasmo original e liberdade adquirida pelas experiências vividas.

saudades

Saudades do abraço

Saudades do abraço

constantes percalços

do ritmo no caminhar

e o gostar de dançar

 

Saudades do abraço

da falta de espaço

do arroz com feijão

e risoto de camarão

 

Saudades da Fé, da esperança

do brincar com crianças

 

Do pouco que é muito

e o furtar dos minutos.

When I experienced pain and brotherhood

I have been thinking whether now is the right time to challenge myself and start to share my experiences in English. For over ten years I’ve been writing in Portuguese and Italian to the escrevoLogoexisto.com (I write, therefore I am) audience and now I feel comfortable to amplify the range of potential readers.

Firstly, I must say that writing has been a way to not keep my existence with me. It is a tool to share and not to promote myself. It is also a sort of auto-therapy. Every time I look back I realise how different I was and how much I’ve learnt through the experiences I lived. So, let’s do it.

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Being in contact with different cultures is one of my passions. It is not a coincidence that my wife is not Brazilian and I had lived, for long or short periods of time, in countries on four different continents. As a result of these experiences, I met a wide range of people that made me realise how incredible the world is.

My life changing experience happened in 2005, in Indonesia. I stayed in Sumatra island for 29 days with a group of youth visiting projects in response to the tragic Tsunami that hit South East Asia six months before I was there.

Every time I share this experience a striking moment comes into my mind. We have just arrived in Aceh, the closest city of the earthquake’s epicentre, and an old man came to us saying that he would like to share his story. “I had to leave Aceh for one week to buy some stuff for my family. When I went back, my town was hit by the Tsunami. I run to see whether my family was safe, but no one was there anymore. All my close family, my extended family, my neighbours, my boss, my work colleagues, everyone was gone. I lost everything. In my neighbourhood with a few hundreds of inhabitants, only 30 people survived”.

I have been spared from close contact with real pain until that moment. However, listening to peoples stories made me understand the real value of empathy. I didn’t have to find solutions when there was nothing to change. I only needed to be there, silent, and (sometimes) cry together.

My presence in Indonesia, so far away from my homeland, triggered many smiles from those who were suffering. “Are you Brazilian? Why are you here?”. I just wanted to be there with them. It was the first opportunity I had to feel that, despite borders, walls, distances, we can be brothers and sisters.

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