15 dias.

2 enterros.

Inúmeros reencontros.

O retorno pra casa depois de dois anos de [Vidaloka] tem sido uma experiência difícil, em alguns momentos quase “dramática”, pelas circunstâncias e situações que exigiam tranquilidade psicológica, mas é, sobretudo, maravilhoso.

Voltar a morar com meus pais não estava nos meus planos, mas essa passagem importante exigiu um “passo” interior e uma disposição nova para continuar vivendo por outras pessoas queridas, oportunidade única nessa fase da vida.

Enquanto os dias passam, entre a procura de trabalhos, free-las, recomeço nos estudos e uma importante adaptação ao clima, ritmo de vida, humor das pessoas… tem sido bom.

Mas, voltar para casa, mais que tudo isso, tem sido reencontrar meus grandes amigos – junto (certamente) com a família . Pessoas pelos quais eu e a Flavia decidimos voltar, enfrentar os sacrifícios para  estarmos próximos.

São nesses momentos que a gente percebe que a vida pode ser resumida às relações e o mundo, o país, à cultura… às PESSOAS. É por cada pessoa, cada relacionamento, que valem à pena os sacrifícios, sejam eles profissionais, pessoais, espirituais…

Contudo… a dimensão da morte, muito presente nesse retorno à casa, também me possibilitou fazer reflexões profundas, sem respostas racionais, só a esperança de que existe finalmente um sentido para vida.

Durante a produção da minha tese no Instituto Sophia me deparei, ajudado pela antropologia filosófica, com questionamentos a respeito da morte e o “excursus” (caminho) para a sua compreensão. Contudo, a inexistente resposta racional permite as mais diferentes interpretações e também convida ao protagonismo da vida.

Tenho que admitir, que no “advento” do tão sonhado casamento, encontar-me com a morte ajudou a relativizar o SEMPRE do “Felizes para sempre”, redescobrindo que o SEMPRE da felicidade é a soma da felicidade buscada cotidianamente.

Agora à [vidaloka] continua de outra forma, com outras perspectivas… e a certeza de que o que nos espera no futuro, quando pegamos o caminho correto, é sempre o melhor.

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