Day: April 30, 2009

A gripe suína chegou ao Brasil

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A gripe suína chegou ao Brasil! Essa manchete deveria estar estampada em todos os jornais brasileiros depois que Cleiton Xavier deu aquele chute aos 42 do segundo tempo e selou à classificação do Palmeiras para o mata-mata da Libertadores.

Enquanto estava sentado na sala de casa, Eldorado FM no ouvido e feliz pela Rede globo transmitir ao menos o final do jogo do meu time, senti o mundo parar. (É importante ressaltar que o Ronaldo tem um contrato com a Rede Globo e por isso o jogo do Corinthians é sempre prioridade nas transmissões)  Aqueles segundos pós chute, a bola que viajava e entrava no gol chileno, foi o vetor que contaminou minha gritaria ensurdecedora, minha vibração, minha alegria.

Sinceramente, não gosto do trabalho de Luxemburgo. Prefiro o Mano Menezes, o Murici Ramalho e melhor que ambos: o Felipão. Porém, é inquestionável que, quando tem um time bom, Luxemburgo é sempre vencedor.

Na Libertadores isso ainda não acontece, Luxemburgo pouco ganhou fora do Brasil (como o Corinthians), mas mostrou ontem que as coisas podem estar começando a mudar.

Fiquei feliz porque calou meus estimados amigos torcedores do “time sem estádio e título internacional” e os “bambis”, que já decretavam certa a eliminação do meu Palmeiras.

Agora o que vale é tradição e isso o Palmeiras tem de sobra. Não quero mais o “inha” do Paulistinha, quero o “ão” do Japão.

29 dias no país do Tsunami – Parte 3: De Roma para o país do Tsunami

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Foram nos meses vividos em Roma que surgiu a possibilidade de ir para o país do Tsunami ajudar aquela gente tão necessitada.

Muitas pessoas defendem a idéia de que, antes de irmos para outros lugares ajudar, temos que lutar pela melhoria da vida das pessoas no lugar aonde vivemos. Eu discordo. Acredito que existem situações em que o povo de um determinado local não é capaz de se erguer sozinho. Se não houvessem muitos voluntários, missionários ou pessoas comuns dispostas a deixar o conforto da sua vida, para se dedicar por um mês, até menos, pelo pobres da África, os refugiados da Europa do Leste ou os afetados por catástrofes naturais no sudoeste asiático, a situação seria ainda pior.

Sei que no meu Brasil, na minha São Paulo, existem muitas, mas muuuuuuuitas pessoas que precisam do mínimo e que minha ajuda é muito importante, mas isso não exclui as pessoas de outros lugares, países continentes.
Admito que pensei nisso quando já havia voltado da aventura na Indonésia e me reencontrei com a pobreza e a desigualdade social berrante de São Paulo.

Na Indonésia que conheci essa diferença também existe, mas por se tratarem de ilhas, a distância geográfica acaba ocultando a riqueza, majoritariamente concentrada na capital Jacarta.

Não acho que o voluntariado irá resolver o problema do mundo, principalmente porque é visto como um “sair de si” geograficamente, sem entender que esse “deixar de lado a própria vida” pode ser feito cotidianamente, sempre que nos relacionamos com alguém que esteja ao nosso lado.

Essas foram algumas lições (que antecipei) que tirei dessa aventura. Cheguei naquele país acreditando na importância de ajudar e “caí do cavalo” quando entendi que quem realmente precisava de ajuda, talvez não tanto material, era eu.

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