Month: June 2008 (Page 1 of 6)

Superando traumas

fatherson

Aquilo que gostaria de ser, está extremamente distante daquilo que sou.
Nem sempre faço feliz quem está perto ou mesmo quem se distanciou.
Mas a vontade de construir é sempre concreta, imensa.
E as experiências positivas (e também às negativas) intensas.

Constantemente dou minhas cabeçadas, faço gente que amo sofrer,
Não é que é proposital, mas ás vezes até eu não consigo entender.
Pois sou um rascunho mau elaborado, riscado, apagado,
Um projeto de um desenho que está sendo constantemente criado.

Assim não só me cabe ser paciente com os meus traumas,
Vale também que as pessoas me entendam
E tenho que me esforçar de corpo e alma

Assim não só me cabe buscar manter a calma
Vale também que as pessoas me entendam
E tenho que me esforçar de corpo e alma

Vale a pena ser Gen?

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Comentário a respeito do post: 5 motivos para não ser Gen (Geração Nova do Movimentos dos Focolares)

Oi Valter, como vc está rapaz? Não gosto desse tipo de texto ou de argumentação em relação ao ser-gen. Parece colocar o gen como superior aos não-gen. Quem disse que quem não é gen? Ou que deixando de ser gen a pessoa para de se preocupar com os outros? Ou para de conhecer pessoas diferentes? Acho que é preciso tomar cuidado com essas idéias. As vezes ocorre justamente o contrário, os gen não conseguem amar o outro gen, enquanto os amigos não gen deste o consegue amar profundamente. Ser gen é uma escolha, alguns são chamados e outros não. Ser gen não é ser mais santo do que não ser gen.

Reli o que escrevi para ver se tinha afirmado, de alguma forma, alguns desses questionamentos e confesso, não acho que disse nenhuma das coisas que estão mencionadas acima. Enumero-as para ser bem objetivo:

1- Não gosto desse tipo de texto ou de argumentação em relação ao ser-gen. Parece colocar o gen como superior aos não-gen

Nunca afirmei que ser Gen faz alguém ser superior, justamente porque acredito, como o comentário menciona, que Ser GEN é um chamado e nem todos tem essa vocação.

2 – Quem disse que quem não é gen, ou que deixando de ser, a pessoa para de se preocupar com os outros? Ou para de conhecer pessoas diferentes?

Não disse também que a pessoa, deixando de ser Gen, passa a “despreocupar-se” com os outros ou mesmo pára de conhecer pessoas diferentes… isso seria dizer que só os Gen se preocupam em construir amizades, em aceitar as diferenças e, sobretudo, respeitá-las, para mim uma grande inverdade.

3- Acho que é preciso tomar cuidado com essas idéias. As vezes ocorre justamente o contrário, os gen não conseguem amar o outro gen, enquanto os amigos não gen deste o consegue amar profundamente.

Concordo plenamente, mas também não disse que quem não é Gen “não pode ter experiências profundas de relacionamento“. Tenho amigos que não participam do Movimento e vejo que muitos deles têm uma sensibilidade muito maior do que eu em relação à profundidade dos relacionamentos.

Ou seja, afirmar uma coisa não NECESSIARIAMENTE exclui outras. Porque, se um Gen ama e pode viver todas essas coisas, não quer dizer que as outras pessoas também não podem vivê-las.

Não acho que SER GEN é a única maneira de ser FELIZ.

Porém… QUEM É (COMO EU) SABE que é realmente a NOSSA (MINHA) ESTRADA… é aquilo que nos faz felizes, mas, muitas vezes nos esquecemos de tudo isso e por este motivo, senti de escrever esse texto…

Eu quis ressaltar o positivo que existe na vida Gen, pois já sabemos o negativo, o quanto perdemos COISAS BOAS, mas que nem sempre nos fazem felizes… só isso!!!

Bom… espero que tenha sido claro. Valorizo muito as pessoas que amam, que pensam no melhor para os outros, não só em si mesmas. Se são ou não Gen é completamente secundário, porque, se é só um título, um símbolo, que transmite “Status de bondade”, não é ser Gen como Chiara Lubich entendeu.

Na verdade, o que escrevi são 5 motivos para a gente não esquecer que ser Gen vai muito além da felicidade superficial que o mundo sugere. Que quem experimenta com profundidade sabe, não consegue se enganar, mesmo que aparentemente esteja triste. Mas, se aprendemos a olhar no profundo da nossa alma – e isso digo por mim – nos damos conta de que nada nos faz mais felizes que SER GEN.

A abelha e a margarida

abelha margarida

Todos os dias a abelha percorria o mesmo (e longo) trajeto para se alimentar do pólen da margarida, que também possibilitaria o crescimento da Grande Colméia. Era só o Sol nascer, a brisa fresca da manhã bater em suas asas que ela voava em direção à linda flor que há tempos embelezava o Grande Jardim.

Contudo, o inverno foi chegando, mas a abelha continuava a ir retirar seu alimento todos os dias na margarida. O grande problema era que as visitas diárias da abelha não permitiam que a flor se recolhesse e se protegesse do forte frio que assolava o jardim. Quando começava a pensar no como se proteger a abelha chegava e obrigava a margarida a manter-se aberta, para que não lhe faltasse alimento.

Aos poucos o inverno começou a castigar a margarida. Sim, é verdade que a flor encontrara o porquê da sua existência fornecendo o pólen para a abelha, mas ela precisava também desse momento consigo para sobreviver ao inverno. O tempo foi passando e a abelha continuava a voltar, todos os dias, para retirar o pólen da margarida, até que um dia a flor não estava mais lá.

Ao perceber a abelha se desesperou, sabia muito bem o que aquilo significava. A necessidade que tinha de estar constantemente se alimentado do pólen da margarida acabou sendo maior que a importância de respeitar as necessidades específicas da flor, mas agora era tarde.

Depois de algumas semanas sem o pólen a abelha foi enfraquecendo. Sentia uma grande dor por não ter pensando um só momento na flor e nos seus últimos dias de vida, desejou ao menos encontrá-la no paraíso da fauna e da flora.

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