Day: October 2, 2007

Desdobramentos naturais de uma Vontade maior

Desdobramentos naturais

A vida tem seus desdobramentos naturais. Passam-se as primaveras e a gente ainda insiste em acreditar, que não existem rosas sobre os caules espinhosos das nossas vidas.

Passam-se os gélidos invernos e a gente ainda continua com a visão pessimista de uma natureza que dita regras comportamentais.

Chegam outonos e a brisa serena, a alegria suave, consonante com o cair das folhas, nos faz ver que, por trás de cada cotidiana morte, existe um sentido verdadeiro e uma vida que vale à pena.

Assim… prontos para receber o verão, já apascentados pelo calor gostoso da estação, pode-se gozar de um amor, mais amor, consegue-se também dar significado a dor e festejá-la com alegria, conquista-se a coragem para não permanecer estático diante dos primeiros obstáculos e assim, acompanhando os desdobramentos naturais de uma Vontade maior.

Se vai aos poucos vivendo, fazendo de cada dia, cada passo dado, o melhor.

Restare in silenzio

Restare in silenzio

Voglio restare in silenzio
Oltre ogni prova o suggerimento
Perché soltanto così riuscirò ad ascoltare
Quello che Lui mi vorrebbe fare.

Il dolore vieni indietro alla domanda:
E allora, cosa faccio???
Cerco di capire guardando il cielo
pure se mi accorgo che il mio sì ancora non è vero.

Quest’attimo di dubbi
Sorso di sofferenza
Voglio offrire a te.

Che mi sostiene e mi guida
Mi alza da ogni sconfitta
e specialmente chiarisce ogni mio perché

Fim da luta

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Sabe quando a gente, mesmo cansado, exausto de apanhar, percebe que ainda faltam alguns “rounds” para o fim da luta e que, se quiser dar cabo do combate, é melhor deixar-se cair no próximo soco? Bom… é imerso nessa cena em que me vejo nesse exato momento.

Venho sendo questionado pelo caráter tantas vezes pessimista dos meus escritos, mas os tenho feito desta maneira, sobretudo porque as prestações em que a minha felicidade procura “vender-se” vencem a cada quinzena.

Agora, que aparentemente estou quase são de uma batalha perdida, de um quase definitivo nocaute, recebo um soco no baço, ou mesmo na cara. Ele sempre vem.

Procuro aos poucos me fortificar para agüentar todas as lutas até o final, mas às vezes me dou conta de que o melhor mesmo é entregar, me render.

Em algumas lutas o adversário nem sempre está preparado para nos vencer, a nossa vontade é maior que o medo, mas quando não é assim, é melhor não pensar que é possível suportar os golpes por tanto tempo.

Por isso, eis-me aqui, rendido novamente. Derrotado pelas circunstâncias, mas crente, de modo subjetivo, que vou entender só depois, a importância de mais essa derrota.

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