Month: September 2007 (Page 1 of 9)

Non è mai l’ultima volta

ultima volta

Mentre camminavo sulle rumorose vie della mia città, mi fermo a guardare il barbone che cammina piano e con la testa bassa.
Penso in fare qualcosa, mi ricordo che ho una mela che da tantissimo ho messo nel mio zaino, ma proprio quando non lo guardavo, una macchina l’ha preso e buttato giù un paio di metri.
Non sapevo cosa fare, ero immerso in uno shock che sembravo una statua.
Lo guardavo incosciente, era lui quel che volevo amare, non lo so se aveva mai sentito l´amore vero… la certezza di che qualcuno lo voleva bene.
Sono andato in corsa fino alla chiesa per offrire l´unica cosa che potevo fare.. la mia incapacità di salvarlo.
Uscendo di là, asciugando le lacrime, alzo la testa e vedo un ragazzino seduto sul pavimento… È lui adesso che mi appare, è un´altra opportunità. Ne la do e ricevo come scambio un sorriso sdentato e lì.. in quel momento… ho capito che mentre posso respirare, ci saranno sempre tante opportunità di amare e, ancora meglio, di ricominciare.

Calar minha voz

Calar minha voz

Ah… se eu pudesse calar minha voz

Toda vez que ouço os gritos estridentes

desse meu inoportuno coração

Aí talvez dissesse as coisas certas,

Desperdiçasse menos tempo

Sendo suave como leito de um grande rio

E não violento como a sua potente foz.

Mas o fato de externar esses sentimentos

Essas descobertas, idéias, pensamentos,

Obrigam-me a falar, a não esconder o que se passa dentro de mim.

Para que depois eu não me perca em constantes lamentos.

Que para mim, mais do que nunca, seriam o fim.

Porém, hoje, acordei sentindo um vazio estranho

Com o gosto amargo na boca de talvez ter demolido

Todo a imenso jardim que contigo foi construído

De ter sido mais eu, e não mensurar o estrago tamanho.

Por isso venho com simples palavras pedir-lhe que me perdoe,

Que não seja a desculpa que é pouco,

como o então sussurro rouco,

Mas que é grande quanto o medo, imenso como a minha cidade.

Tão grande quanto é grande o medo, de perder sua imprescindível amizade.

Dado Mágico | Primeira parte

Dado Mágico

Pedro vivia num bairro bem populoso da periferia paulistana. Tinhas dois irmãos menores e era filho de pais que brigavam muito. O garoto não entendia o porquê daquelas discussões constan­tes entre eles, havia de todas as formas procurado entender a difícil cabeça dos adultos, mas tinha concluído que, quanto maior a idade, menor a capacidade de perdoar os erros dos outros.

Caminhando pelas ruas do seu bairro, depois da tarde de futebol no campinho da escola, Pe­dro tropeçou num objeto que parecia ser um dado. Abaixou para pegá-lo e com ele em mãos desco­briu que não eram números, mas frases que preenchiam as faces do dado.

Não entendia o como aquele dado tinha parado ali, mas resolveu levá-lo consigo, para mos­trar a sua vizinha e melhor amiga Rosinha. Porém, antes disso, no dia seguinte, Pedro lembrou que tinha que le­var alguma coisa para escola, porque era o dia do “Mostra e conta”, onde cada criança apresentava um objeto pessoal diferente… um gato, um vídeo-game, um brinquedo… Depois de muito pensar, Pedro decidiu levar o dado.

No caminho da escola, encontrou uma senhora de óculos sentada no banco do ponto de ônibus. Ficou impressionado com o sorriso dela e tomou um belo susto quando ela o chamou. Meio acanhado se dirigiu a ela e deu um bom dia bem tímido.

A senhora perguntou se aquilo que Pedro havia no bolso era o Dado do Amor. Impressiona­do Pedro retrucou: Dado do que??

_ Do amor” disse novamente a senhora.

Ele disse que havia encontrado o objeto no chão da rua e que estava levando pra escola para mostrar aos seus colegas.

_Deixe me ver” – disse a senhora. E quando ela tocou no dado! O mundo desapareceu.

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